

Habitar o litoral
Como ocupar a orla sem virar um muro entre a cidade e o mar?
Arquitetura como jornada
…para que o edifício entenda o terreno antes de ocupá-lo.
…para que a planta seja desenhada pelo uso, antes de ser desenhada pela venda.
…para que cada andar continue sendo parte do mesmo edifício.
…para que o empreendimento seja reconhecido antes de ser anunciado.
…para que o detalhe pensado no início chegue inteiro à obra.
O método
Um método nascido em ambientes onde nada pode parar, aplicado da casa à torre.
Estudo solar com sombreamento real, a partir da carta solar do terreno: saber antes onde bate sol e onde faz sombra, hora a hora, o ano inteiro.
O que custa, o que gera valor e o que pode ser simplificado sem empobrecer o projeto.
Detalhamento num nível de informação que reduz improviso, aditivo e retrabalho na obra.
O padrão de quem projeta ambientes onde nada pode parar, aplicado a qualquer escala.
Como trabalhamos
O processo pode ser presencial ou remoto, do primeiro encontro à última prancha. A distância não diminui a qualidade da presença: aumenta a quantidade de informação que vai para o papel.
Uma conversa, presencial ou por videochamada, para entender o lugar, o programa, o prazo e as condições que vão orientar o projeto. O levantamento parte das suas medidas, fotos e documentos ou de um profissional local que indicamos.
entregaPrograma e diretrizes do projeto
Implantação, volumetria e organização dos espaços, já com estudo de insolação e sombreamento real a partir da carta solar do lugar.
entregaPlantas, volumes em 3D e estudo solar
Materiais, sistemas e compatibilização com as disciplinas complementares. É aqui que a ideia é testada contra a obra.
entregaAnteprojeto e imagens
O projeto vira instrução: plantas, cortes, detalhes construtivos e especificações num nível de informação que permite construir sem adivinhar.
entregaProjeto executivo completo e detalhamentos
As dúvidas da obra são resolvidas à distância, com o projeto como referência. Para a execução, indicamos profissionais de confiança no Paraná e em Santa Catarina.
entregaSuporte remoto e indicação de executores
Presenciais ou por videochamada, ao fim de cada etapa e sempre que uma decisão pedir.
Pranchas e modelos compartilhados em nuvem, com histórico de versões.
Atendimento em português e em inglês, para clientes estrangeiros com projetos no Brasil.


Como ocupar a orla sem virar um muro entre a cidade e o mar?


Como uma torre chega ao chão e conversa com a rua?


Onde termina a rua e começa a casa?


Que espaço comum continua sendo usado depois da venda?


Como um escritório sustenta a atenção de quem passa o dia nele?


O que precisa continuar funcionando quando todo o resto para?
Cada projeto tem um arquiteto responsável,|do primeiro estudo ao último detalhe,|e um método comum a todos,|presencialmente ou à distância, para qualquer lugar.
O que orienta o projeto
Arquitetura não começa na forma.
Começa na relação entre lugar, pessoa e permanência.
Cada decisão precisa ter razão para existir.
Menos gesto gratuito. Mais intenção.
Do conceito ao detalhe, o projeto deve continuar sendo o mesmo projeto.
Escala, ritmo, vazio e matéria trabalham antes da decoração.
Projetamos pensando no uso, no envelhecimento e no que permanece depois da entrega.
Um projeto deve pertencer ao seu contexto sem se tornar genérico.
Detalhe não é acabamento.
É a parte menor carregando a lógica do todo.
Por videochamada ao fim de cada etapa, com pranchas e modelos compartilhados em nuvem. O levantamento parte das suas medidas, fotos e documentos, ou de um profissional local que indicamos.
Sim. O atendimento é presencial em Santa Catarina e no Paraná, e à distância para qualquer lugar do Brasil.
Conversa, estudo com análise solar, desenvolvimento, executivo com detalhamento e suporte à obra.
Sim, em português e em inglês, para projetos no Brasil.
Residências e interiores, escritórios e sedes corporativas, produto imobiliário para incorporação e ambientes de missão crítica.
Sim, acompanhamos as obras com ajustes técnicos, mas a execução fica com profissionais de confiança que indicamos no Paraná e em Santa Catarina, e as dúvidas do dia a dia são resolvidas com o projeto como referência.
Projetos de arquitetura e interiores residenciais, corporativos e de incorporação, com base em Itapema, no litoral de Santa Catarina. Atendimento presencial em Santa Catarina e no Paraná, e à distância para todo o Brasil e para clientes estrangeiros, em português e inglês.

Yuri Bini, mas pode me chamar de Bini.
Arquitetura como consequência de entender o problema inteiro.
Não vejo arquitetura como a produção isolada de formas. Antes de desenhar, procuro entender o sistema: quem vai ocupar, quem vai construir, quem vai operar, quanto precisa custar, que valor precisa gerar e o que deve permanecer quando todas essas condições mudarem.
Minha trajetória foi construída justamente entre mundos que costumam trabalhar separados: interiores, arquitetura corporativa, infraestrutura crítica, tecnologia, sustentabilidade, desenvolvimento imobiliário e, hoje, arquitetura de produto multifamiliar. Essa combinação mudou a maneira como projeto.
Uma boa ideia que não sobrevive à execução ainda não é uma boa solução.
Aprendi também que eficiência não deveria ser sinônimo de empobrecimento. E que arquitetura de produto não é acomodar unidades dentro de uma área vendável: é coordenar espaço, mercado, construção, experiência e identidade até que o conjunto faça sentido.
Talvez por isso eu me interesse mais por relações do que por objetos isolados.
Entre edifício e cidade.Entre planta e comportamento.Entre desenho e economia.Entre tecnologia e experiência.Entre o que o projeto pretende ser e o que de fato acontece quando alguém começa a usá-lo.
Minha atuação em produto imobiliário parte dessa leitura. Mix de unidades, padronização, sistemas de projeto, viabilidade, engenharia de valor e posicionamento comercial não aparecem depois da arquitetura. Fazem parte dela desde o início.
Tenho uma relação próxima com tecnologia desde antes da arquitetura. Minha formação passou por sistemas de informação e, ao longo da carreira, trabalhei com ambientes de alta complexidade técnica, automação, experiências interativas e, mais recentemente, inteligência artificial aplicada à arquitetura e à indústria AEC.
Mas tecnologia, para mim, não é estética. Ela só interessa quando permite enxergar melhor um problema, eliminar trabalho sem valor, testar mais possibilidades ou decidir com mais informação.
As ferramentas mudam. O desenho continua sendo humano.
Minha biblioteca provavelmente explica minha arquitetura melhor do que qualquer lista de referências visuais. Vitrúvio fala da permanência de certos problemas fundamentais. Palladio, da força de um sistema. Ruskin, do tempo. Rasmussen, da experiência física. Rossi, da memória da cidade. Venturi, da contradição. Alexander, dos padrões que surgem quando observamos como as pessoas realmente habitam.
Ao lado deles estão Herbert, Asimov, Lem, Gibson e Philip K. Dick. Pode parecer uma biblioteca dividida em duas. Para mim, não é. Todos tentam compreender sistemas complexos: cidades, sociedades, tecnologias, comportamentos, poder, memória e as consequências inesperadas daquilo que construímos.
O que acontece depois que o desenho deixa as nossas mãos?
Nostos significa retorno. Não como repetição do passado, mas como a ideia de atravessar uma jornada e voltar diferente.
Reconheço essa ideia no processo de projeto. Começamos com uma pergunta aparentemente simples. Atravessamos restrições, possibilidades, conflitos técnicos, decisões econômicas e inúmeras versões. Quando voltamos ao problema inicial, já conseguimos enxergá-lo de outra maneira.
A arquitetura acontece exatamente nesse percurso.
os livros que formam a prática

Mateus Dacoregio.
Projetar é transformar complexidade em uma coisa que pareça simples.
Minha relação com arquitetura começa menos pelo objeto isolado e mais pelo que existe ao redor dele. Terreno, legislação, paisagem, infraestrutura, pessoas, mercado e tempo interferem no projeto antes mesmo da primeira linha.
Minha trajetória acabou me levando justamente por essas diferentes escalas. Passei pelo planejamento urbano, pelo restauro de uma edificação histórica e, depois, pelo desenvolvimento de projetos urbanos, paisagísticos e imobiliários. Hoje trabalho com arquitetura de produto, onde essas escalas inevitavelmente se encontram.
O projeto muda quando entendemos que nenhuma decisão existe sozinha.
Um edifício nunca começa no edifício. Começa na cidade que o recebe, nas regras que delimitam o terreno, na paisagem que já existe, nos percursos que serão criados e na maneira como tudo isso será usado depois.
Por isso gosto de trabalhar atravessando escalas: do território à implantação, da implantação à paisagem, da legislação ao que ela torna possível, da viabilidade à qualidade urbana e do desenho técnico àquilo que alguém realmente percebe quando chega ao lugar.
Na arquitetura de produto, essas relações ficam ainda mais evidentes. Estudos de viabilidade, desenvolvimento urbano, paisagismo, comunicação visual, compatibilizações e decisões de produto não são etapas paralelas. São partes diferentes de um mesmo problema.
Tenho interesse particular pelo momento em que uma ideia encontra resistência. Orçamento, legislação, estrutura, operação, prazo ou execução parecem inicialmente limitar o projeto. Na prática, muitas vezes são justamente essas restrições que obrigam uma solução a ficar mais clara.
Se uma ideia só funciona enquanto não encontra a realidade, ela ainda não está resolvida.
Talvez por isso eu goste tanto de trabalhar entre criação e organização. Posso estar estudando uma implantação, revisando um detalhe de paisagismo, construindo uma maquete tridimensional ou estruturando um briefing para outra equipe. São atividades diferentes, mas todas procuram responder à mesma pergunta: o que precisa estar claro para que a próxima decisão seja melhor?
A representação também faz parte disso. Planta humanizada, modelo tridimensional, corte ou relatório não são apenas formas diferentes de apresentar um projeto. Cada uma permite enxergar um tipo diferente de problema.
Minha passagem pelo restauro mudou minha percepção sobre permanência. Medir uma construção existente, pesquisar sua história e estudar como intervir nela obriga a reconhecer algo que um projeto novo permite esquecer: nós nunca começamos realmente do zero.
O mesmo vale para a cidade. Planejamento urbano não é desenhar sobre uma superfície vazia. Existem leis, infraestruturas, hábitos, conflitos, paisagens e histórias anteriores a qualquer intervenção.
Construir também é entrar numa história que já começou.
Hoje essa percepção continua presente quando trabalho com novos empreendimentos. Mesmo quando o produto é novo, o lugar não é.
Os jogos que mais me interessam talvez expliquem isso melhor do que uma lista de referências formais. Não são necessariamente os maiores ou os mais realistas. São aqueles em que o mundo parece continuar existindo sem depender do jogador: Hallownest em Hollow Knight, o oeste de Red Dead Redemption 2, a pequena fazenda de Stardew Valley, o sistema solar de Outer Wilds, Bright Falls em Alan Wake.
Cada um constrói essa sensação de uma maneira completamente diferente, mas todos entendem uma coisa importante: um lugar se torna convincente quando suas partes parecem pertencer ao mesmo sistema. Essa ideia também me interessa na arquitetura.
Na NOSTOS, encontro essa mesma preocupação em atravessar escalas sem perder a lógica inicial. Um projeto pode começar no território, passar pela implantação, pela arquitetura, pela paisagem e chegar ao detalhe. A escala muda. O problema vai sendo refinado. O que não deveria desaparecer é a intenção.
O desenho muda de escala. A lógica não deveria mudar.
mundos aos quais sempre volto
Projetos realizados







